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Kim3di's

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Durante o primeiro dia da edição deste ano do festival Monsters of Rock, diversas atrações chamaram público. Limp Bizkit e Korn encontraram fãs entusiasmados entre as 30 mil pessoas que compareceram ao Anhembi, em São Paulo, até o fim da noite. Mas a principal atração, não havia dúvida, era o Slipknot.

“É o momento de fazer novas músicas”, diz Corey Taylor, do Slipknot, sobre o luto após a morte do baixista da banda (Paul Gray).

O público da banda, em sua maioria jovem o suficiente para vestir não apenas a camisa mas também as fantasias e até as máscaras dos ídolos, se multiplicou pelo festival durante o dia e esteve atento durante a apresentação do grupo de Corey Taylor. Com pouco mais de dez minutos de atraso, o véu que cobria o palco caiu e começaram os ruídos introdutórios a “Disasterpiece”.

Fogos de artifício iluminaram os músicos, personagens que durante todo o show percorreram o palco. O show do Slipknot é contemplativo – acrobacias circenses são executadas da plataforma que eleva os tambores metálicos do grupo e sempre há algum dos nove integrantes interagindo diretamente com a plateia. Mais contido é o vocalista, que comanda a festa com seus trejeitos do meio do palco.

Taylor antecipa o que devem fazer os fãs, que erguem e batem palmas conforme seu comando. O vocalista também não cansou de agradecer a disposição do público de São Paulo e por mais de uma vez afirmou que não só eles, mas todas as bandas que passaram pelo Monsters of Rock devem se sentir honradas pelo convite. Ele também não demonstrou preocupação com um problema de som que era perceptível especialmente nos momentos de silêncio, mas que durante as canções se misturava aos barulhos da banda.

Canções de diversas épocas foram acolhidas com a mesma receptividade. Se nem todas elas exigiam alguma participação mais exaltada dos fãs, Taylor mostrou poder de voz em faixas como “Wait and Bleed”, um dos pontos altos da noite. Também não hesitou no refrão de “Before I Forget” e em “Dead Memories”, entre outras.

A banda teve tempo de tocar tudo aquilo que gostariam de ouvir os fãs. “Get This” e “The Heretic Anthem” demonstraram a harmonia com o público. Em alguns momentos de elaboração visual, a atenção era grande – nevou no palco, por exemplo, durante “Gently”, que serviu de introdução para a caótica “Pulse of Maggots”.

Depois de cerca de 1h30, a banda se despediu com “Spit it Out”. Quem foi embora não viu a bandeira sendo trocada atrás do palco para homenagear, com um imenso número 2, o baixista Paul Gray, que morreu em 2010. Taylor dedicou a música seguinte ao colega. A faixa abriu um indispensável bis com mais “People = Shit” e “Surfacing”, coreografada especialmente pelo vocalista, que mandou o público agachar antes do refrão e foi obedecido imediatamente.

Foram quase duas horas de performance. A bateria incansável nos minutos finais ainda marcava o tempo acelerado quando foi erguida para o meio do palco – o baterista Nathan Jordison ficou suspenso enquanto tocava. Mais uma artimanha da banda que extrapola para a plateia o clima de insanidade. “Prometo que vocês vão ver o Slipknot mais uma vez”, garantiu o vocalista antes de encerrar o show.

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